domingo, 29 de novembro de 2009

Still his guitar gently weeps


Enquanto escrevo isso, ouço uma das candidatas a minha música favorita dos Beatles.Seria um acontecimento corriqueiro, se eu não tivesse um motivo especial para estar ouvindo-a. Hoje faz oito anos que George Harrison morreu.
Oito anos. Nossa, o tempo realmente passa.Ao mesmo tempo que oito anos parecem ser muito tempo, parecem ser pouco também. Há menos de uma década ele ainda estava entre nós.
Não sei o que escrever exatamente. Ultimamente eu estava ouvindo muito suas músicas, o que é meio bizarro, era como se eu tivesse imaginado. Mas quero escrever alguma coisa, ele merece.
George era o guitarrista dos Beatles. E um senhor guitarrista.É engraçado vê-lo do lado dos outros. Sempre quieto, a sombramcelha levemente franzida, e às veses com um sorriso tímido no rosto.
Talvez por causa da personalidade mas reservada, acabou sendo ofuscado pelo John e o Paul(bem, era fácil ser ofuscado pelos dois). Até hoje algumas pessoas não enxergam o potencial que ele sempre teve.Seu talento não se resevava só na guitarra, e isso pode ser comprovado ouvindo "Here comes the sun","Something","While my guitar gently weeps", entre outras. "Here comes the sun" é uma das músicas mais otimistas e adoradas do mundo. "Something" é a declaração de amor mais perfeita, sincera e incrível do mundo. Mesmo depois do fim de seu casamento com Pattie Boyd, essa música ainda consegue fazer os casais suspirarem. E "While my guitar.." é....indiscretível. É como olhar pra dentro da alma de Harrison.
Como já deu pra notar, ele é o meu Beatle favorito. A sensibilidade dele simplesmente me espanta e fascina. Não dá para explicar.
Quando ele morreu, eu ainda não gostava de Beatles, de maneira que o acontecimento passou batido por mim. Mas se fosse agora, eu com certeza teria sentido.
Hoje nós só podemos lembrar dele com saudade, mas uma saudade boa, sem sofrimento. Sei que é muito clichê o que eu vou dizer, mas ele está em um lugar melhor agora.
Admito que estou com lágrimas nos olhos. E com raiva de que amanhã vai ser mais uma segunda-feira modorrenta e toda a minha geração vai estar discutindo coisas futeis e irrelevantes, como "qual o jonas mais bonito". Mesmo que eu diga para todos, ninguém vai sequer ligar para isso. Mas apesar de tudo, fico feliz em pensar que suas músicas jamais serão esquecidas. E que mesmo não estando mais entre nós, eu e seus outros fãs ainda conseguimos ouvir seu violão chorando gentilmente.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Stairway to Heaven

A música começa e meus olhos se fecham. É quase que automático.E A voz do Robert Plant ressoa...

"There's a lady who's sure all that glitters is gold, and she's buying a stairway to heaven..."

A imagem já se cria na minha mente.É como uma pintura que surge aos poucos.Um bosque fechado, à noite. Nada além da escuridão e o brilho da lua e das estrelas.

"...and she's buying a stairway to heaven..."

Um caminho silencioso se estende na minha frente. Eu simplesmente ando por ele. os sons da guitarra do Jimmy Page vão me guiando.

"...there's a sign on the wall but she wants to be sure
'Cause you know sometimes words have two meanings....and it makes me wonder..."

Tudo some da minha mente. É como se eu estivesse "viajando", mas de uma forma boa, saudável, sem nenhum efeito colateral.

"...there's a feeling I get when I look to the west, and my spirit is crying for leaving...in my thoughts I have seen rings of smoke through the trees
And the voices of those who stand looking...and it makes me wonder..."

Todo o peso some.Eu não fico nem agitada, nem sonolenta, só feliz. Feliz de verdade.

"...If there's a bustle in your hedgerow, don't be alarmed now, it's just a spring clean for the May Queen....yes there are two paths you can go by,but in the long run, there's still time to change the road you're on...."

And it makes me wonder.....

Os instrumentos se tornam mais rápidos. Tudo se transforma.

"....and as we wind on down the road,our shadows taller than our souls...there walks a lady we all know,who shines white light and wants to show...how everything still turns to gold....and if you listen very hard....the tune will come to you at last,when all are one and one is all,to be a rock and not to roll....."

Não sei porque gosto tanto dessa música. Se é a letra, a melodia, não sei dizer. Simplesmente a amo.

Ela já está chegando no fim.Meus ouvidos só se preparam para ouvir os ultimos acordes e a último verso cantado por Plant, que eu conheço de cor...

"...and she's buying a stairway to heaven...."

domingo, 18 de outubro de 2009

estórias

Essa é mais uma das minha estórias. Talvez eu não a termine. Só tive vontade de escrever. Na verdade é uma releitura de um dos meu livros favoritos.

***
Cap.1- Inglaterra, 1999
Basil terminava de limpar os pinceis. Henry e Nina observavam atentamente a pintura colocada na mesa, em frente aos dois. Seus olhos estavam fixos no quadro, como se quisessem absorver todas as informações de uma vez só
-Bay, ficou lindo.....-disse Nina, sem desgrudar os olhos dele.
-Cada dia que passa, seu talento só aumenta-completou Henry- estou realmente impressionado
Basil apenas deu um sorriso tímido como resposta.
- É apenas um “rascunho”. Deve fazer o original em breve- respondeu o garoto
-Sendo rascunho ou não, você tem que exibi-lo na feira de mês que vem. Se virem isso, sua entrada na faculdade está mais do que garantida.
- Eu não pretendo exibi-lo em lugar nenhum -respondeu Basil
- O quê?!- disse Nina, sem esconder a revolta- Bay, esse deve ser seu melhor trabalho! Tem que exibi-lo!!! Não pode esconder uma obra como essa!!
- Não posso fazer isso.
- Basil- continuou Henry- sei que pode estar encabulado ou nervoso, mas tem que exibir esse quadro. Por que não poderia fazê-lo?
- Prof. Henry....Nina....com todo respeito, não sei se iriam entender meus motivos- deu uma pausa antes de continuar- é que eu.....coloquei muito de mim nesse retrato.
- Acho que eu realmente não entendi- disse Nina, prendendo o riso – o modelo do retrato não tem nada a ver com você.
E realmente não tinha. O jovem do retrato tinha os cabelos loiros bem alinhados, e olhos de um azul tão vivo que chegava a cegar. Basil tinha os cabelos negros, que estavam a maior parte do tempo despenteados, e seus olhos eram de um castanho pálido comum. O Jovem possuía uma expressão serena, enquanto Basil passava a maior parte do tempo com rugas de concentração na testa . Mas a diferença mais marcante entre os dois estava no fato de que o modelo do retrato era uma das criaturas mais belas que já pisaram na face da terra, enquanto Basil possuía a aparência mais ordinária de todas. Comparar os dois era o mesmo que comparar um pavão a um corvo.
-Nina, não estou dizendo que sou parecido com o rapaz do retrato. Estou dizendo que ao pintá-lo, me expus de mais. Acabei revelando muito da minha alma.
- Não vejo problema nenhum nisso, mas se assim deseja, não vou te forçar- disse Henry- mas diga: quando vamos conhecer o modelo do retrato?
- Achei que já conhecesse- disse Basil surpreso- ele foi apresentado aos outros professores no inicio do mês.
- Sinceramente, tenho cara de quem a essas reuniões durante as férias? Fico o mais longe possível que posso dos outros professores durante o verão.
- Nossa, sei que não é muito fã de professores em geral, apesar de ser um, mas por essa eu não esperava- disse Nina
- Já convivemos juntos cerca de nove meses- respondeu Henry- para quê aumentar a convivência ?
Nina e Basil riram, enquanto este guardava o retrato na pasta junto de seus outros trabalhos.
-E então Bay- disse Nina- quando vamos conhecer seu adorado?
- Amanhã, com o inicio do ano letivo. Ele chega hoje a noite.
- Ai, que emoção!- zombou Nina- conhecer o famoso Dorian Gray!!!
- Bem, garotos, vou voltar para a minha base- disse Henry- até amanhã
- Até amanhã
Henry se levantou, pegou a bengala e saiu do quarto, fechando a porta ao sair.
Basil e Nina ficaram mais um tempo em silencio, antes dela recomeçar a falar
- Bay, se não quer expor o quadro, por que o mostrou para mim e para o Prof. Henry?
- Sempre mostro meus trabalhos para ele- disse Basil- é uma forma de agradecê-lo a toda a atenção que dedicou aos meus desenhos. E você....
-... Eu o quê?- perguntou Nina
-...você sempre foi capaz de ler minha alma, por mais que eu tentasse esconde-la. – completou Basil
Nina se surpreendeu com a resposta
-Puxa, achei que ia dizer que é porque somos amigos há muito tempo ou porque sou curiosa. Assim eu fico encabulada -seu rosto começou a corar furiosamente.
-Mas é verdade- disse o rapaz- de todas as pessoas no mundo, você é a única que consegue ver o interior da minha alma.
- Dorian Gray não consegue?- perguntou Nina cinicamente
- Não, não consegue- disse Basil rindo- está com ciúmes?
-Bay, até hoje você não me contou como o conheceu- disse Nina, mudando rapidamente de assunto- se não fosse por esse retrato, nem saberia seu nome. Para quê tanto mistério?
- Algumas coisas perdem a graça quando reveladas. Mas se quer tanto saber, eu te conto.
- Sim, eu quero saber !!!- disse Nina, mal contendo a curiosidade.
- Foi no inicio do verão- começou Basil- fui passar as férias na cidade da minha tia. Ela me apresentou ao Dorian. É filho de um casal amigo de titia. Morreram há alguns anos. Ele foi criado por parentes. Mas enfim, nós conhecemos e nos tornamos amigos facilmente . Seus parente já planejavam mandá-lo para cá, logo me ofereci para ajudá-lo enquanto se adapta a nova casa. Mas acho que ele fará amigos facilmente....é uma pessoa maravilhosa.....
- Se não te conhecesse Bay, diria que está apaixonado....- disse Nina
- Você está tão engraçadinha hoje- disse Basil sarcasticamente- mas admito que me assusto com o modo que ele influencia- e pousou o rosto nas mãos, voltando a tão conhecida expressão de reflexão.
De repente o relógio em cima da mesinha de cabeceira tocou.
- Nossa, já são sete horas!!!- disse Nina- anda, vamos logo para o refeitório, se não ficamos sem jantar.
A jovem se levantou e foi até a porta . Basil foi atrás dela, apagando a luz antes de fechar a porta do quarto.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Todos tem uma foto....

...na praia com meia dúzia de primos
...durante a festa junina no colégio, usando chapéu com trancinhas( no caso das mulheres) ou com um bigode pintado(no caso dos homens)
...em uma das primeiras festas de aniversário, soprando as velinhas do bolo e usando uma roupa que esteve na moda dez anos atrás
...desenhando
...na rede da casa de praia
...com óculos de sol enormes
...chorando ao lado dos irmãos
...com AQUELE bichinho de pelúcia inseparável
...comendo pipoca
...com os amiguinhos do colégio
...cantando numa apresentação de coral
...fazendo cara de filósofo
...no Carnaval, usando uma fantasia bem estranha¬¬
...andando de bicicleta
...rindo por nada
...vegetando

domingo, 6 de setembro de 2009

Fefê

Hoje vi o filme " A outra". Além de achar o elenco muito bom, a história é muito interessante. O filme narra a história de Ana Bolena e Henrique VIII, mas com uma personagem que foi deixada de fora da versão que conhecemos: Maria(Mary, no original) Bolena, irmã da Ana e assim como ela, apaixonada pelo rei.
Admito que mesmo achando Ana muito inteligente, eu simpatizei muito com Maria . E algo que me marcou no filme foi a amizade entre as duas.
Eu tenho três irmãs: duas são mais velhas que eu e uma é minha gemea. Eu amo muito todas, mas o filme me lembrou minha relação com a última.
Nós sempre encontramos assunto para conversar. Gostamos de praticamente as mesmas coisas, mas somos completamente diferentes. Quando eu olho o que Ana fez com Maria( assista o filme para descubrir^^), percebo que minha irmã nunca faria aquilo comigo. Não falo isso da boca para fora. Ela sempre cuidou de mim, aguentou meu mau-humor e temperamento díficil várias vezes, sem reclamar. Ela se preocupa mais com a minha felicidade do que com a dela, mesmo sabendo que eu nunca vou ter a mesma alegria de viver que ela tem. É a pessoa mais feliz, espirituosa e confiante na vida que eu conheço.
Outro dia ele reclamou que eu disse que não tinha aprendido nada de relevante com ela, mas depois de tudo que eu escrevi, acho que viram que isso não é verdade.
Peço desculpas as minha outras irmãs, caso elas se sintam deixadas de lado com esse texto, mas eu preciso dizer isso: muito obrigada, irmãzinha, por tudo, Desculpe se eu te canso, mas eu prometo que um dia eu vou ser tão boa quanto você.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Uma Vida Mágica com Harry Potter

É engraçado quando nós gostavamos muito de uma coisa quando crianças, crescemos e pensamos "ah, já não gosto mais tanto". Até que você volta a ter contato com aquilo, e vê que ainda adora. Esse é o meu caso com Harry Potter. Eu cresci com os livros e os filmes da série. Eu acompanhei até o fim e achei que tinha sido só uma fase e que nem ligava mais( para horror da minha mãe, que também gosta e ainda chora quando vê o final de A Pedra Filosofal). Até eu esbarrrar de novo com o Harry no sexto filme da série, que está passando nos cinemas. Não deu outra: reli o sétimo e o terceiro livro( e pretendo reler o quarto). Não foi a mesma emoção de ler pela primeira vez, quando você não sabe de nada, mas ainda assim foi muito bom. Minha história com o terceiro é engraçada. Passei o livro inteiro achando que determinado personagem era vilão para descobrir que estava errada. Ele até virou um dos meus favoritos.
As pessoas tem mania de achar "já cresceram, logo não tem mais tempo para coisinhas de criança". Eu achei que já estava ficando velha para gostar de magia, mas era mentira. Mesmo depois de tantos anos, eu continuo sendo aquela menininha de olhinhos azuis, sentada na sala de aula, com os olhos brilhando ao ler mais uma aventura do bruxinho(ok, bruxo, ele cresceu com o passar dos livros) mais famoso do mundo. Alguns podem rir quando lerem isso, mas eu aprendi muito com a série.
Em sete livros, eu aprendi aquilo que muitas pessoas demoram a vida inteira para aprender.
É por isso que até hoje eu me permito acreditar um pouco nessas estórias . É por isso que até hoje eu vibro com as partidas de quadribol.É por isso que até hoje eu uso as pérolas de sabedoria do Dumbledore na minha vida. É por isso que até hoje eu rio sozinha quando o Pirraça sai gritando pelos corredores de Hogwarts e da cara de escárnio do Snape. É por isso que até hoje eu me emociono quando leio a dedicatória da Rowling no sétimo livro : "Este livro é dedicado a sete pessoas: a Neil, a Jéssica[...]e a você, que acompanhou Harry até o fim."

terça-feira, 14 de julho de 2009

I Love Rock 'n' Roll

Segunda foi o dia mundial do Rock(se eu não estiver enganada¬¬), logo vou fazer um post em homenagem a essa data tão especial.
É incrível como o rock consegue ser tão eclético. Acha Black Sabbath muito radical? Então escute um pouco de Weezer. Não curte o som psicodélico do Pink Floyd? Experimente um pouco de U2. Enfim, existem milhões de opções, desde um rock mais tranquilo até um rock doidão. Você pode escolher aquele que lhe agrada mais.
Outra coisa incrível é como ele não sai de moda. Músicas vem, cantores vão, mas o rock está sempre presente, marcando espaço e mostrando que as guitarras, baixos e baterias nunca serão esquecidos. As músicas mais marcantes são quase todas de bandas e rockeiros. Quem NUNCA ouviu Should I Stay or Shoul I Go do The Clash? Quem nunca ouviu Born to be Wild?Quem nunca ouviu Sweet Child O'mine do Guns 'n' Roses?!
O Rock está entre nós há anos, e ao contrário de outras modinhas, ele não se foi. Criou mais e mais raízes e continua firme até hoje. Então não importa o que aconteça: o Hip Hop passa, o Pagode passa, o Funk passa, mas o Rock, ah, ele é pior que maldição de bruxa velha: nunca passa!!!!!!!!!!!!!!
Por isso amigos, coloquem o CD da sua banda favorita, chame os amigos para jogar Guitar Hero(de preferência o III: Legends of Rock) e passe a noite inteira cantando "...I wanna rock and roll all night and party everyday....".
FELIZ DIA DO ROCK, POVO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! E que todos os seus dias sejam movidos por muito Rock 'n' Roll!!!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

histórias 2

(continuação do último post)
Cap.2
Carol quase me arrastava, Se ela tivesse força suficiente, já teria me pego no colo.
-pra quê a pressa?-perguntei, tentando controlar a irritação.
-eu não quero me atrasar para a aula, só isso.....
-“só isso”?!Carol, você odeia Literatura. Ano passado, você dormiu em quase todas as aulas. Só passou de ano porque eu te ajudei nas provas.
-ah, mas esse caso é diferente. O biel tem aula com esse professor, ele disse que ele é bem legal e é “diferente”........
Carol tinha a mania de chamar o namorado, Gabriel, de “biel”. Engoli a resposta e seguimos para a sala.
Mesmo possuindo lâmpadas no lugar de velas e tendo as paredes de pedra enfeitadas por murais e quadros, a sala possuía um aspecto fantasmagórico. Assim como a maior parte das salas do colégio.
O professor estava apoiado na mesa, folheando um exemplar da Divina Comédia. Parecia ser um homem normal, entre os quarenta e cinqüenta anos, com os cabelos curtos castanhos e extremamente pálido. Parecia cansado, mas seus olhos liam vorazmente o livro que estava em suas mãos. Nada de “diferente”.
Depois que todos se acomodaram, ele fechou o livro e parou para analisar a turma.
- bom dia. Meu nome é Edgar e serei o professor de vocês de Literatura, até o fim do 3º ano. Espero que se sintam a vontade nessa aula. Pra começar, gostaria que se apresentassem. Depois, trouxe um poema para analisarmos.
As apresentações foram rápidas, de maneira que em pouco tempo já tínhamos uma cópia de Navio Negreiro, de Castro Alves, nas mãos.
Carol, que se ofereça para ler em voz alta, já estava na metade do poema. A maior parte da turma já estava dormindo, com o rosto apoiado nas carteiras.Edgar era o único que parecia realmente interessado, Seu cenho estava levemente franzido, imerso nos próprios pensamentos. Eu apenas ouvia, sem prestar muita atenção. Carol continuava lendo animadamente, como se não percebesse o desinteresse da turma
Girei a cabeça na direção de Edgar, e ele fez o mesmo. De repente, eu não estava mais na sala de aula. Na minha frente, uma seqüência de imagens aparecia. Uma prisão, um laboratório e uma sala de cirurgias. Um grito de horror invadiu a minha mente. Me segurei na cadeira para me equilibrar. A voz de Edgar me despertou.
-agora que já terminamos de ler, vocês formaram duplas e apresentaram um poema romântico a sua escolha aqui em classe. Para isso, iremos até a biblioteca. Vou deixar vocês escolherem com quem trabalharam dessa vez.
Todos saímos e fomos andando até a biblioteca
-até que a aula não está chata. Ele é legal. Bem que o biel........caramba, bia!!!!! Você tá verde!!!!!
Ela tirou um espelhinho da bolsa e me entregou. Fitei meu rosto. Parecia que eu tinha acabado de dar dez voltas numa montanha russa. Esfreguei meu rosto com as mãos, tentando me recompor. O que raios foi aquilo que eu vi. Será que acabei me envolvendo demais com a leitura? Não, afinal, não havia laboratórios e salas de cirurgia em Navio Negreiro.
- não foi nada, eu já estou melhor.-respondi sorrindo.
Entramos na biblioteca. Fui procurar por algum livro nas estantes dos fundos, enquanto Carol ia olhando as da frente. Estava mexendo na estante quando ouvi uma voz feminina.
- certo, tudo combinado para sexta, as oito. eu já falei com o Hugo, ele disse que sim.Não, não falei com o Dante. Porque você não fala com ele, não é seu namorado?
A garota riu escandalosamente, depois de um tempo parou.
- e quanto ao Edgar? Ele com certeza vai nos encher de dever de casa, só para tentar impedir nossa reunião. tá, claro, não vou fazer nada. Tchau.
Estranhei o tom em que ela falou o nome de Edgar, mas preferi ignorar. Na hora de mexer nos livros, acabei deixando vários caírem. De repente a garota apareceu. Eu já a conhecia era de uma turma diferente da minha. E não apreciava nem um pouco a companhia.
Ela olhava para mim com raiva. Os punhos estavam fechados. Apesar de termos a mesma idade, não pude deixar de me intimidar.
- você já estava aí há muito tempo, ouviu a conversa?!
- eu....
- anda, responde!!!- ela me empurrou com força no chão. Caí para trás.
- ei, calma Pandora, eu não fiz nada!!- me irritei
- duvido muito!!! Ai de você se espalhar para alguém o que ouviu.- Pandora foi pisando firme, como se quisesse marcar seu terreno. Aquilo não melhorou muito meu humor, que se fechou depois das “visões” que tive
-como se eu fosse querer atrapalhar sua festinha – respondi com escárnio.
Pandora se virou para mim e me golpeou violentamente no rosto. Senti a raiva crescendo dentro de mim. Me levantei e o inexplicável aconteceu: o livro que estava ao meu lado se levantou e atingiu Pandora. E no exato momento em que Edgar passava por nós. Ela apenas me olhava perplexa.
- Beatriz, quero que venha comigo até minha sala- ele respondeu.
Deixamos Pandora caída e voltamos até a sala de aula. No caminho, Edgar tirou o celular do bolso e apertou algumas teclas, tornando a guardá-lo.
Ele entrou na sala e depois que eu entrei, fechou a porta. Puxou uma cadeira para mim e ficou sentado na sua mesa.
- minha cara, eu vi tudo o que você fez, e acho que precisamos ter uma conversa.
Me acomodei na cadeira, esperando ele continuar.

histórias

comecei a escrever duas histórias e a partir de hoje, vou passar a colocá-las aqui no blog, a disposição de meus leitores. a primeira ainda não tem nome, mas cada post vai ser um capítulo. espero que gostem^^!!

Cap. 1
O celular não tocou mais de uma vez. Eu empurrei o lençol para longe e apenas peguei minha jaqueta. Eu já estava pronta. Coloquei o celular no bolso da calça e saí do quarto silenciosamente, antes que Carol acordasse. Atravessei o corredor e desci as escadas pé ante pé. Deixei o dormitório e fui correndo para o ponto de encontro.
Todos já haviam chegado. Abel se distanciou do grupo e foi até a mim.
-demorei muito ?- perguntei
-não, acabamos de chegar- ele respondeu.
Fomos até os outros. Edgar tomou a palavra.
- aparentemente, eles foram até a vila e entraram numa das casas. Precisamos ir rápido, antes que façam estragos.
Abel e Gabriel foram até as motos.Davi, Edgar e Laura entraram no carro.
-espera aí, onde eu vou- perguntei
-vai comigo!!
Mal tive tempo de reagir. Felipe me jogou nas suas costas e saiu correndo. Quando finalmente consegui levantar a cabeça para olhar ao redor, vi que estávamos em cima de um telhado. A nossa frente, havia uma grande mancha laranja. Felipe pulou do telhado e paramos em frente a uma casa que pegava fogo.
- Felipe, vá até o segundo andar. Beatriz, você e o Gabriel, procurem no primeiro por vitimas. Não se afastem um dou outro!- disse Edgar, antes de entrar na construção em chamas. Segui Gabriel. Corremos pelo extenso corredor e entramos num quarto, cheio de estantes repletas de livros e arquivos. Havia alguém caído, próximo a uma mesa. Me aproximei e levei um chute nas costelas. Era a Pandora.
-te peguei, borboleta!!!- não consegui ver seu rosto, mas era obvio que estava sorrindo.
Gabriel deu uma rasteira em Pandora, sem que ela visse. Mas antes que algo acontecesse, Dante apareceu criou uma barreira com as chamas, separando eu e Gabriel dele e Pandora. Depois, puxou-a pelo braço e saiu por uma janela.
Gabriel colocou as mãos no chão e de repente tudo se congelou. Me levantei e nós dois saímos do quarto. Abel descia as escadas.
- eles foram lá pra fora. Bia, você vem comigo!
Segui Abel para fora da casa e fomos correndo pelas ruas estreitas. Depois de muito tempo, paramos na praça central. Não havia sinal de ninguém. De repente, tudo ficou escuro. Senti uma dor alucinante. Tombei no chão e me encolhi colocando a cabeça entre os joelhos, Foi a dor mais terrível que eu já havia sentido em toda a minha vida. Uma seqüência de imagens passou pela minha mente. Uma prisão, uma sala mal iluminada e empoeirada, e o vulto de homem em pé no meio dela. A voz de Abel ia se perdendo. Apaguei segundos depois.

sábado, 4 de julho de 2009

Por que não posso usar a roupa que eu quero? Por que tenho que botar maquiagem, mesmo quando acho desnecessário? Por que se saio de jeans, camiseta e All-Star fico parecendo uma mulamba?
Até mesmo nas situações menos formais, eu pareço estar esculhambada. Qual o problema em usar cabelo ondulado e rebelde, bem indie? Qual o problema de não gostar de maquiagem?
Pra todo o lugar que olho, parece que tudo que uma pessoa precisa pra ser feliz se resume a uma palavra: vaidade. Uma mulher de verdade deve ser glamurosa.
ser glamurosa é tirar cinquenta fotos iguais em frente ao espelho e botar no album do orkut(se ainda fossem cinquenta fotos divertidas, originais, mas são sempre as mesmas!!!). Ser glamurosa e usar acessórios chamativos e fofos. Ser glamurosa ter os homens aos seus pés. Ser glamurosa é se olhar no espelho (ou qualquer objeto que reflita seus rosto) a cada cinco segundos. Ser glamurosa é estar, acima de tudo, sempre linda.
Olho pro espelho e sinto raiva. Se saio de casa com camiseta preta e saia xadrez, sou grunge( e em um sentido pejorativo). Se prefiro usar roupas discretas, " preciso não ter medo de chamar atenção do sexo oposto". Se mostro que tenho cultura, sou esquisitinha.
Chega, eu não aguento mais essa ditadura!!!! Quero ser quem eu quiser!!! Quero botar vestido e salto alto quando for numa ocasião formal, não pra ir ao cinema. Quero usar maquiagem quando for necessário. Quero poder ser do meu jeito: tímida, tranquila, meio nerd e não uma máquina de atrair garotos.
Quero poder olhar pro espelho e dizer: " eu não dependo de você pra ser feliz".

segunda-feira, 15 de junho de 2009

quebrando o muro

Ultimamente procuro aumentar minha cultura e especialmente, meu gosto musical. Por isso, baixei um clássico : o albúm "The Wall"(muro, ou parede em inglês), da banda inglesa Pink Floyd. Ele fala sobre Pink, um jovem que depois de passar por vários problemas e frustrações, decide se isolar em sua própria imaginação, criando um muro entre ele e o mundo ao seu redor.
O que o Pink fez não é nada de extraordinário. Várias pessoas já se trancaram na própria imaginação pelos mais variados motivos: problemas pessoais, medos, angústias, decepções.....
Mas isso não adianta nada. Fugir do mundo não te dá mais coragem. Se trancar em sua mente não faz você se sentir mais amado e construir uma parede ao seu redor não acaba com seus problemas. Não é fácil se livrar das angústias, mas ignorá-las não é o certo a se fazer.
Eu já tive vontade de me trancar nos meus pensamentos e não sair de lá. Achei que neles, tudo seria do jeito que eu queria e que eu nunca sofreria. A fantasia parecia bem mais doce que a realidade. Mas eu me enganei. Acabei me machucando e vi que a dor é inevitável, mas o sofrimento não(ok, a frase não é minha....). Por mais díficil que seja, eu sempre vou ter ajuda(tento sempre me lembrar disso). Aos poucos, eu vou quebrando próprio muro. Ele pode não cair de primeira, mas com o tempo conseguimos arranjar força o suficiente para derrubá-lo.
Eu já tinho visto filmes que falavam sobre isso, mas é a primeira vez que eu resolvo falar(ou melhor, escrever) sobre o assunto. E tenho ceteza que um dia eu e outras pessoas consuguiremos, assim como o Pink, derrubar todos os tijolos de nossos muros.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Quando se fala em filmes de humor, a minha geração só conhece "Todo Mundo em Pânico" . Não que eles sejam ruins. Eu também achava que não havia grupo de comediantes mais engraçado, até eu assistir um vídeo sobre cavaleiros que falam "ni". Foi aí que eu conheci Monty Phyton, o famoso grupo de comediantes ingleses da década de 70 e 80. Eu já tinha ouvido falar delers, mas nunca tinha os visto em ação. Eu e minha irmã ( que estava vendo comigo) choramos de rir. Vimos a cena umas cem vezes. Procuramos mais vídeos do Momty Phyton, e achamos vários. Os caras realmente sabem fazer rir.
E nesas horas que eu vejo como a comédia decaiu nos últimos. Hoje dia, os vídeos de humor mais "pops" são os que tem meia dúzia de piadas sobre sexo e 50 palavrões. Nada contra piadas sobre sexo, mas na dose certa. O pior são os comediantes que contorcem o rosto inteiro, fazendo as caras mais absurdas. E o povo vibra.
O que aconteceu com o humor de verdade? Onde foram parar Chaplin, os Três Patetas e Chaves? Hoje em dia, para alguém ser engraçado só precisa falar seis palavrões a cada cinco palavras, fazer mais caretas que o Jim Carrey e contar piadas sobre o cara que foi para a cama com duas.
Um comediante de verdade é inteligente e consegue fazer piada das situações mais comuns, sem recorrer a métodos esdrúxulos. Os comediantes de verdade sobrevivem a aparições em filmes classe B e vivem para sempre.
Quer uma prova? Mostre esses vídeos a qualquer adulto na faixa dos 40 anos com um mínimo de cultura e veja se ele não os connhece:
http://www.youtube.com/watch?v=0rGy16xaxT4
http://www.youtube.com/watch?v=crX4E-dul4Y&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=xoKbDNY0Zwg

domingo, 7 de junho de 2009

Sou muito tímida com as pessoas que eu não conheço, de maneira que eu tenho medo de passar por metida.
Meus amigos e conhecidos conhecem minha personalidade, mas as outras pessoas não. O pior de tudo é que eu tenho uma irmã super sorridente, que possui a capacidade de conversar com Deus e o mundo. Eu não converso muito com desconhecidos e não consigo puxar assunto facilmente. Além disso, eu costumo ficar com uma expressão séria quando estou parada sem fazer nada, o que faz eu parecer mais antipática. A coisa que eu mais ouvi nos últimos tempos é "puxa, você é TÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÕ quietinha, e sua irmã tão falante." É o meu jeito, o que eu posso fazer? Virar um personagem do " The Muppet's Show"?
Isso já trouxe alguns probleminhas. Normalmente eu ando olhando para baixo, e viajando nos meus próprios pensamentos. Umas dua vezes eu já passei por alguém que eu conhecia sem cumprimentar. Na segunda vez, minha irmã também estava distráda então não foi grande coisa, mas na primeira eu devo ter bancado a mal-educada e a anti-social.
Bom, mas admito que parte da culpa é minha. Eu tenho tentado ser menos um bicho-do-mato.Mas meu humor não ajuda muito. Eu sei ser bem ácida quando quero. Como meus pais me deram educação, eu tento sempre responder como uma menina gentil, mas tem horas que eu não consigo deixar de lado a ironia.
Eu devo ser prima do House....

sábado, 2 de maio de 2009

live and let die

Hoje eu soube que um parente de uma conhecida morreu. Eu conhecia ele, logo fiquei chocada. Me falaram que ela está bem, o que me aliviou. O pior é que eu tava meio chateada com ela, eram motivos bobos, mas enfim....
Na verdade, eu quis escrever sobre isso depois que assisti "Divã". Foi por causa de uma frase do filme: "se ela está bem lá, eu também tenho que estar". Nessa hora, eu lembrei de uma tia minha. Ela não foi a primeira da minha família a morrer, mas acho que foi a morte em que eu mais sofri.
Durante muito tempo, eu chorei ao lembrar dela, até hoje dói um pouco, mas já melhorou bastante. Eu não sei exatamente por que, mas eu sofri muito. Quando eu era criança, eu chamava ela de mamãe. E ela foi uma mãe.
Ela também sofreu muito antes de morrer. Teve um cancer terrível. Sentiu muitas dores. Eu não consegui acreditar que ela estava passando por aquilo. Era a última pessoa que ficaria doente. O pior pra mim não foi a distância, mas a sensação de não ter dito a ela o quanto a amava. Coitada, mesmo depois de tanto tempo, eu ainda fico lembrando. Ela merece descansar. Tenho certeza que agora está rodeada de criancinhas. Lembro uma vez de ter sonhada que ela fazia uma visita. Na hora de ir embora, eu pedi para que ela ficasse. pra mim, nossa ligação era maior do que tia e sobrinha.
Mas enfim, eu lembro da frase do "Divã" e penso:" eu devia ter agido assim desde o ínicio. Ter esquecido minha dor e pensado na alegria dela". Espero que ela não tenha se preocupado comigo.
É a primeira vez que falo abertamente sobre o assunto. Gozado, não consigo falar sobre isso com outras pessoas, mas me abro na internet...
Bom, é isso. agora eu, encaro melhor tudo isso. Sei que o melhor é fazer é não contrariar o velho Paul e seguir vem frente, afinal, a morte é só mais uma aventura.

sábado, 28 de fevereiro de 2009




Ultimanente não tenho tido inspiração para escrever(como já deve ter percebido). Eu penso demais, mas nunca consigo por as coisas no papel. admito que criei esse blog por ver minhas amigas fazendo, mas não acho que essa seja a minha forma de expressão.




gosto de escrever, mas na verdade, eu amo mesmo desenhar. Desde de pequena eu gosto de colorir, criar personagens, principalmente no estilo japonês. Não consigo ficar com um lápis e uma folha de papel, que eu começo a rabiscar.





Quando eu desenho,(quase) todos os problemas somem. Nada importa, a não ser a posição do personagam, sua roupa, a composição das cores.





acho que a paixão por desenho(e por artes em geral) se reflete no meu dia-a-dia: gosto de observar, rostos, expressões. gestos que para muitos são simples e comuns, são fantásticos e belos para mim. Isso já me fez passar por maluca, mas eu não canso de continuar observando.





Acho que no fundo sou apaixonada pelo equilibrio e pela beleza. Talvez seja esse o motivo de eu procurar sempre a perfeição em cada trabalho que faço.





As coisas que eu mas desenho são olhos e cabelos.Adoro ver vários caimentos diferentes de mechas^^. Também amo experimentar doferentes tipos de olhos.





Eu me emplogo quando falo de desenho, mas é assim que eu me sinto. Não existe nada melhor que sentar e ouvir uma música enquanto sua mão vagueia pelo papel em branco, criando novas formas.





Falando nos meus desenhos, acho que não seria ruim colocar alguns deles aqui:





quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

modinhas

Há uns dias atrás, vi uma paródia do filme "Crepúsculo". Ficou muito boa, e depois de ve-la comecei a pensar nas modinhas que surgem.
Eu adoro Crepúsculo, mas tenho que concordar que agora acabou virando uma moda. Quando comecei a ler o livro(que deu origem ao filme) poucas pessoas ao meu redor conheciam. Eu acabei entrando nesse mundo sem me dar conta. Para sincera, só comecei a gostar de verdade quando comecei a ler a continuação, "Lua Nova", e quando vi o filme. Eu imagino que parte dos fãs dessa série nunca tenham lido outra história de vampiros, como Drácula....mas, não é sobre Bella Swan e Edward Cullen que eu vim falar, e sim sobre as modinhas.
Modinhas são todas aquelas coisas que, de repente, viram febre. Ninguém sabe explicar o por quê, mas da noite pro dia vemos filmes, bandas, cantores e cantoras, atores e atrizes sendo referenciados por uma multidão de fãs. Um bom exemplo é High School Musical. O primeiro filme, não é ruim, É o típico romance de sessão da tarde. É apenas bonitinho e nada mais. Já o segundo é podre...o terceiro eu não vi, por isso não tenho como dar opinião.
O pior de tudo é saber que você já quis fazer parte das modinhas. Quando se tem 9 anos, o mais importante é ser bem aceita(o) entre todos. Lembro bem que todas as meninas viam novela, big brother, dançavam em festas, usavam salto e faziam balé ou jazz. Eu nunca vi nenhum desses dois programas. Sempre fui péssima dançarina(minha mãe provavelmente tomou chá de concreto antes de eu nascer), só fui usar salto com uns 13 anos, e foi um daqueles saltos de 4 cm, e nunca, mas NUNCA tive paciência e vontade pra fazer aulas de dança. Isso era o suficiente para eu me sentir excluída e estranha. Colegas faziam questão de deixar claro que só quem fosse de determinada jeito era realmente legal.
Hoje em dia, eu melhorei bastante. Ainda tenho momentos de triseza, onde gostaria de ser como os outros, mas já tenho noção de que o melhor é ser do meu jeito, independente do que os outros pensem. Os salvadores foram meus pais, que deixaram claro que eu devia ser do meu jeito e não tornaram realidade qualquer desejo bobo que eu tivesse decorrente de alguma modinha. Sou muito grata a eles por isso.
Bem , já está na hora de parar. Foi só isso que eu quis dizer. As modinhas são terríveis. Difícilmente haveria uma nowhere girl se eu tivesse seguido o caminho dos outros e não o meu. É ótimo poder me olhar no espelho e ver um ser humano único, e não mais um clone igual a todos os outros.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

olá para você, leitor ou curioso, que está visitando meu blog. Não espere ver detalhes incríveis da vida de alguém perfeito ou normal. Minha vida seria bem entediante, se não houvesse a presença de pesssoas realmente inusitadas. E eu não sou uma menina que ama dançar, ouvir funk e tirar fotos no espelho em banheiros de shopping com amigas, Não que eu seja chata,é só que não faz meu estilo...prefiro ler um bom livro, ouvir the killers ou the beatles e tirar fotos de engraçadas com meus amigos.
ok, você deve estar pensando" devia ter desligado o computador", mas desculpe, não quis asustá-lo. Só queria deixar um pouco de mim nessa postagem. Deve ser a quarta vez que faço um blog, e só fiz porque duas amigas minhas fizeram também. Fui na onda. Gosto de escrever e acho que sou boa nisso(pelo menos é o que minhas notas dizem). Achei que ia ser divertido fazer isso.
como deve ter percebido, sou meio louca(a culpa é dos meus pais, que colocavam CDs dos beatles toda vez que viajavamos de carro), amo artes em geral, especialmente cinema e desenho. Até pretendo trabalhar com isso. Sou meio crítica, o que faz com que eu seja um pouco chata. Odeio modinhas, e até hoje sou zoada pelo meu gosto musical. Tenho sempre a leve impressão de que as pessoas estranham meu jeito de me vestir, falar e pensar.Como diria Ellen Page,"acho que a normalidade não faz meu estilo".
bem , é isso que eu tenho pra dizer, por hoje. Eespero que tenha gostado.Se não, obrigada pela visita, de qualquer maneira, e desculpe o tamanho do texto.